Esta história é um pequeno trabalho
meu inspirado nas pessoas que me cercam, tendo como maior objetivo te trazer
uma boa reflexão sobre a vida, a sua vida e a vida de quem o cerca, ao ler esse
livro veja o quanto é importante o amor que devemos ter para com aqueles que
nós cercam. Que este pequeno capitulo único, possa te fazer uma pessoa melhor,
e que possa transformar vidas. Desde já agradeço a todos que adquiriram baixando-o
da internet ou pegando com um amigo, que ele chegue a você da forma mais
prática possível, pois não tenho fins lucrativos em relação a ele. Aqui você
vai encontrar uma pequena história de um simples casal que lhe abrirá um leque
de sentimentos, e que esses sentimentos sejam passados para você da forma mais
sublime possível. Que você chore, deseje, suspire ou simplesmente não tenha
reação, mas que a mensagem desse livro, possa te motivar a viver cada dia mais,
viver um novo dia todos os dias.
Alisson Dos Anjos Gomes
“Não precisamos nem mesmo nos arriscar sozinhos na aventura, pois os
heróis de todos os tempos já foram a nossa frente. O labirinto é bem conhecido.
Só temos que seguir os passos do herói. E onde pensávamos encontrar algo
abominável, encontramos Deus. E onde pensávamos que tínhamos que matar alguém
teremos que matar a nós mesmos. E quando pensávamos em viajar para fora,
chegamos bem no centro da nossa existência. E onde pensávamos estar sozinhos,
estaremos em companhia do mundo inteiro.”
Joseph Campbell
AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus e a todos que
estão lendo está humilde história, as pessoas que me inspiraram e me
incentivaram, a estar criando não só essa, como outras que já passaram e estão
por vir.
Amanda Rocha, Herlânia Penedo, Cingrid
Sandy, Michelle Santos, Clayton Araújo, António Carlos muito obrigado a todos.
Tenham uma boa leitura!
Only change to love! Uma
chance para amar! Ai no Tame no Chansu!
Capitulo único
“Eu sei de tudo que eu fiz de
errado, mas só acho que isso não poderia acabar assim, não é? eu já estava
ciente do perdão, mas eu não tive chance, simplesmente, não tive uma chance.”
Meu nome é Pedro Henrique, eu tenho
16 anos. Hoje estou acordando cedo, não para ir à escola, pois hoje é feriado, mas
hoje é um dia mais importante do que o dia de ir à escola ou dia de feriado,
hoje é aniversário da garota que eu amo, ainda não namoramos pra valer, mas ela
já correspondeu aos meus sentimentos, e a três meses estamos juntos, mas ontem
aconteceu algo que é normal entre casais, não é? Nós brigamos.
Flashback
O sino tocou, já
era a hora de ir para casa, organizei rapidamente meus matérias para ir ao
encontro de Edilaine Lisa, como sempre, hoje eu iria deixa-la próxima a sua
casa. Logo quando pus os pés no corredor em frente à minha sala, olhei para a
direita e a vi, como sempre me esperando, mas hoje ela não estava com uma
expressão muito boa em sua rosto, parece que ela estar emburrada com alguma
coisa, me aproximei rapidamente e falei.
“Oi, Lisa.”
Falei sorridente, tentando apagar essa expressão do seu rosto.
Ela me olha,
mas vira o rosto e se apressa a andar pelo corredor.
Nossa, me
pergunto o que foi isso, ela nem me respondeu, corri e com poucas passadas a
alcancei, segurei seu pulso. Ela parrou de andar.
“Lisa, o que ouve?” perguntei preocupa,
enquanto soltava seu braço devagar.
“E você ainda
pergunta?” Ela se vira para mim e continua a falar, com o rosto um pouco baixo.
“Como sempre
você fica me trocando por outras pessoas.”
“Mas quando?”
nessa hora, fiz uma cara de quem não estar entendendo nada.
“Quando? Você
deixou de almoçar comigo, para ir com suas amigas nesses últimos cinco dias,
você sabe que nós só temos esse tempo para ficarmos juntos.”
“Desculpa, mas
é que, eu só queria acabar com o trabalho logo, eu disse a você que iria
começar o projeto de física na escola.”
“Mas que merda
de projeto é esse, que você não tem 1 minuto para perguntar como eu estou.” Lisa
levanta o seu rosto enquanto fala isso, como se estivesse colocando algo para
fora, que estar entalado na sua garganta a uns cinco dias.
“Desculpa, Lisa.”
Nessa hora tentei pegar sua mão.
“Não fale
comigo e esqueça meu número, ainda estou de cabeça quente e eu vou para casa sozinha
a partir de hoje.” Ela dá um passo para trás desviando sua mão da minha.
“Não amor, não
faz isso comigo, me desculpa.” Eu dou um paço, para mais perto dela.
Mas ela se
afasta, se vira e sai pelo corredor apressada. Eu não a sigo, acho que isso só
pioraria a situação, mesmo com todo esse medo de perde-la por pouca coisa. Eu
me sento ali no meio do corredor e tento imaginar mais nada, só, como eu vou me
desculpar, pois não quero perde-la, eu não quero.
Fim do Flashback
Voltando para
meu quarto, hoje vou a festa do aniversário dela, estou me arrumando para ir.
Pois ontem eu recebi um E-mail dela, me informando e chamando para ir a festa.
Preparei um presente, de última hora, e no caminho, para a casa dela, vou
comprar flores, sei que ela vai gostar. Acho que vou ter a chance de me
desculpar, espero ter a chance né, com certeza ela agora estar mais calma e de
cabeça fria. Naquele dia a discursão até parecia besteira, mas quando amamos
nós decepcionamos facilmente e sempre queremos o que amamos próximo, o mais
próximo possível, essas decepções podem vim, se não estivermos conectados. Será
que você entende? as vezes não consigo dizer, metade das coisas bonitas que
quero dizer, para as pessoas que eu amo, pois precisamos estar conectados sabe,
sentir o que o outro estar sentindo, entender e corresponder aos sentimentos
daquela pessoa. Lisa foi a primeira pessoa, em que eu consegui me conectar por
completo.
Terminei de me
arrumar corri pelo corredor de minha casa, até a porta e assim até a rua, vou
direto para uma floricultura que fica na esquina da casa de Lisa e depois vou
para a festa.
Logo de cara
encontro rosas vermelhas, de tantas rosas nessa floricultura sempre que
passávamos aqui ela sempre falava das rosas vermelhas, por mais belas que as
outras fossem, as rosas vermelhas é a mais simples, parece que o simples a encanta
muito. Paguei pelas flores e sai pela porta da frente.
Na rua, dei
alguns passos e olhei a hora, apesar de que ainda estava cedo para eu ir a
festa. Levantei meu rosto e avistei de longe uma garota de cabelos rosa e curto,
magra e branquinha era Lisa, parece que ela estava no mercado comprando algumas
coisas para a festa.
“LISA~” Gritei.
Ela levantou
seu rosto e quando nossos olhos se encontraram ela deu um sorriso, aquele
sorriso veio como refrigério para minha alma, me senti tão bem, pois aquele
sorriso vinha como uma resposta de desculpas para mim, eu sorri também e
acenei, ela também acena, corre ao meu encontro, eu estava morrendo de saudades
parece que ela também, hoje é o primeiro feriado que nós ficamos um longe do
outro, ela corre, não tão rápido, por causa das sacolas que ela estar segurando,
deve estar pesada. De repente um caminhão de mudanças desce a rua muito rápido,
Lisa ainda estava no meio da rua.
“NÃOOOOOOOO, LISAAAAA.”
Gritei em desgosto.
O camião mesmo
freando atropela Lisa, que acaba morrendo ali na rua, no dia do seu
aniversário.
. . . Alguns
meses depois . . .
Hoje estou frente ao túmulo de Lisa,
deixarei o seu presente, o DVD de um dorama, chamado Koizora, novas rosas vermelhas
e uma carta.
“Sei que você não vai poder ouvir isso, mas
era tudo que eu queria te falar naquela tarde.” Falei para o túmulo na
esperança de que ela ouvisse ou não, sei lá, só sei que lendo essa carta eu me
senti um pouco aliviado.
“Lisa, me desculpa por tudo que
eu te causei essa semana, eu só estava tentando terminar tudo, para poder ficar
mais tempo com você, pois minhas preocupações não são nada, quando estou ao seu
lado. Sempre que nós sentamos para almoçar e sorrimos juntos, brincando com o
jeito de comes um do outro, eu me sinto a pessoa mais feliz, desejada e amada
desse mundo. Por isso nunca quero te deixar triste e aborrecida novamente,
quero que você se sinta amada e desejada como eu me sinto. Por isso a partir de
hoje, vou colocar você sempre em primeiro plano, pois você é e sempre vai será a
minha boneca de porcelana, te amo muito muito.”
Termine de ler e me ajoelhei em
frente ao seu túmulo, tentando imaginar sua reação, o abraço que ela iria me
dar e o pedido de desculpas, que iria ser aceito pelo seu coração.
“Ainda tento entender por que tudo aquilo
aconteceu.”
Me pego voltando ao passado e
relembrando a visão do caminhão a atropelando, aquelas imagens me trazem tantas
dores e desgosto, eu não tive uma chance, uma chance ser quer.
“Vocês não sabem o quanto foi
difícil para mim, passar esse ano sem você, sem sentir o calor dos seus
abraços. Eu daria tudo para te ter de novo meu bem, eu daria tudo para poder
passar mais um recreio ao teu lado. Pois hoje em dia eu não me senti bem, nem
mal, apenas estou, respirando.”
Neste momento me derramo em
lagrimas, imaginando todos os momentos bons e ruins que passei ao lado de uma
garota que para muitos não era perfeita, mas que para mim valia mais do ouro e
prata.
Começa a chover, olho para cima e
lembro que lá em cima existe um cara que é a nossa imagem e semelhança, lembro
que Lisa sempre falava dele para mim, e que um dia ele iria nos levar para
morar com ele, para um lugar que não tem dor, nem pranto, nem morte, mas por
que ele a levou tão cedo? Não poderia esperar um pouco, eu sei que ela era
perfeita, mas, por que pessoas que nos faz tão bem saem de nossas vidas assim?
Por que?
A chuva aumenta minhas lagrimas
se misturam com as gotas de água da chova, como se o céu também chorasse por
tudo aquilo. Me levanto e olhando para o túmulo de Lisa, falo.
“Adeus meu bem.”
Depois dessas últimas palavras.
Deixo aquele lugar.
