quarta-feira, 9 de setembro de 2015


Uma Chance Para Amar

Apresentação

Esta história é um pequeno trabalho meu inspirado nas pessoas que me cercam, tendo como maior objetivo te trazer uma boa reflexão sobre a vida, a sua vida e a vida de quem o cerca, ao ler esse livro veja o quanto é importante o amor que devemos ter para com aqueles que nós cercam. Que este pequeno capitulo único, possa te fazer uma pessoa melhor, e que possa transformar vidas. Desde já agradeço a todos que adquiriram baixando-o da internet ou pegando com um amigo, que ele chegue a você da forma mais prática possível, pois não tenho fins lucrativos em relação a ele. Aqui você vai encontrar uma pequena história de um simples casal que lhe abrirá um leque de sentimentos, e que esses sentimentos sejam passados para você da forma mais sublime possível. Que você chore, deseje, suspire ou simplesmente não tenha reação, mas que a mensagem desse livro, possa te motivar a viver cada dia mais, viver um novo dia todos os dias.
Alisson Dos Anjos Gomes



“Não precisamos nem mesmo nos arriscar sozinhos na aventura, pois os heróis de todos os tempos já foram a nossa frente. O labirinto é bem conhecido. Só temos que seguir os passos do herói. E onde pensávamos encontrar algo abominável, encontramos Deus. E onde pensávamos que tínhamos que matar alguém teremos que matar a nós mesmos. E quando pensávamos em viajar para fora, chegamos bem no centro da nossa existência. E onde pensávamos estar sozinhos, estaremos em companhia do mundo inteiro.”
Joseph Campbell


AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus e a todos que estão lendo está humilde história, as pessoas que me inspiraram e me incentivaram, a estar criando não só essa, como outras que já passaram e estão por vir.
Amanda Rocha, Herlânia Penedo, Cingrid Sandy, Michelle Santos, Clayton Araújo, António Carlos muito obrigado a todos.
Tenham uma boa leitura!
Only change to love! Uma chance para amar! Ai no Tame no Chansu!

Capitulo único

“Eu sei de tudo que eu fiz de errado, mas só acho que isso não poderia acabar assim, não é? eu já estava ciente do perdão, mas eu não tive chance, simplesmente, não tive uma chance.”
Meu nome é Pedro Henrique, eu tenho 16 anos. Hoje estou acordando cedo, não para ir à escola, pois hoje é feriado, mas hoje é um dia mais importante do que o dia de ir à escola ou dia de feriado, hoje é aniversário da garota que eu amo, ainda não namoramos pra valer, mas ela já correspondeu aos meus sentimentos, e a três meses estamos juntos, mas ontem aconteceu algo que é normal entre casais, não é? Nós brigamos.
Flashback
O sino tocou, já era a hora de ir para casa, organizei rapidamente meus matérias para ir ao encontro de Edilaine Lisa, como sempre, hoje eu iria deixa-la próxima a sua casa. Logo quando pus os pés no corredor em frente à minha sala, olhei para a direita e a vi, como sempre me esperando, mas hoje ela não estava com uma expressão muito boa em sua rosto, parece que ela estar emburrada com alguma coisa, me aproximei rapidamente e falei.
“Oi, Lisa.” Falei sorridente, tentando apagar essa expressão do seu rosto.
Ela me olha, mas vira o rosto e se apressa a andar pelo corredor.
Nossa, me pergunto o que foi isso, ela nem me respondeu, corri e com poucas passadas a alcancei, segurei seu pulso. Ela parrou de andar.
 “Lisa, o que ouve?” perguntei preocupa, enquanto soltava seu braço devagar.
“E você ainda pergunta?” Ela se vira para mim e continua a falar, com o rosto um pouco baixo.
“Como sempre você fica me trocando por outras pessoas.”
“Mas quando?” nessa hora, fiz uma cara de quem não estar entendendo nada.
“Quando? Você deixou de almoçar comigo, para ir com suas amigas nesses últimos cinco dias, você sabe que nós só temos esse tempo para ficarmos juntos.”
“Desculpa, mas é que, eu só queria acabar com o trabalho logo, eu disse a você que iria começar o projeto de física na escola.”
“Mas que merda de projeto é esse, que você não tem 1 minuto para perguntar como eu estou.” Lisa levanta o seu rosto enquanto fala isso, como se estivesse colocando algo para fora, que estar entalado na sua garganta a uns cinco dias.
“Desculpa, Lisa.” Nessa hora tentei pegar sua mão.
“Não fale comigo e esqueça meu número, ainda estou de cabeça quente e eu vou para casa sozinha a partir de hoje.” Ela dá um passo para trás desviando sua mão da minha.
“Não amor, não faz isso comigo, me desculpa.” Eu dou um paço, para mais perto dela.
Mas ela se afasta, se vira e sai pelo corredor apressada. Eu não a sigo, acho que isso só pioraria a situação, mesmo com todo esse medo de perde-la por pouca coisa. Eu me sento ali no meio do corredor e tento imaginar mais nada, só, como eu vou me desculpar, pois não quero perde-la, eu não quero.
Fim do Flashback
Voltando para meu quarto, hoje vou a festa do aniversário dela, estou me arrumando para ir. Pois ontem eu recebi um E-mail dela, me informando e chamando para ir a festa. Preparei um presente, de última hora, e no caminho, para a casa dela, vou comprar flores, sei que ela vai gostar. Acho que vou ter a chance de me desculpar, espero ter a chance né, com certeza ela agora estar mais calma e de cabeça fria. Naquele dia a discursão até parecia besteira, mas quando amamos nós decepcionamos facilmente e sempre queremos o que amamos próximo, o mais próximo possível, essas decepções podem vim, se não estivermos conectados. Será que você entende? as vezes não consigo dizer, metade das coisas bonitas que quero dizer, para as pessoas que eu amo, pois precisamos estar conectados sabe, sentir o que o outro estar sentindo, entender e corresponder aos sentimentos daquela pessoa. Lisa foi a primeira pessoa, em que eu consegui me conectar por completo.
Terminei de me arrumar corri pelo corredor de minha casa, até a porta e assim até a rua, vou direto para uma floricultura que fica na esquina da casa de Lisa e depois vou para a festa.
Logo de cara encontro rosas vermelhas, de tantas rosas nessa floricultura sempre que passávamos aqui ela sempre falava das rosas vermelhas, por mais belas que as outras fossem, as rosas vermelhas é a mais simples, parece que o simples a encanta muito. Paguei pelas flores e sai pela porta da frente.
Na rua, dei alguns passos e olhei a hora, apesar de que ainda estava cedo para eu ir a festa. Levantei meu rosto e avistei de longe uma garota de cabelos rosa e curto, magra e branquinha era Lisa, parece que ela estava no mercado comprando algumas coisas para a festa.
“LISA~” Gritei.
Ela levantou seu rosto e quando nossos olhos se encontraram ela deu um sorriso, aquele sorriso veio como refrigério para minha alma, me senti tão bem, pois aquele sorriso vinha como uma resposta de desculpas para mim, eu sorri também e acenei, ela também acena, corre ao meu encontro, eu estava morrendo de saudades parece que ela também, hoje é o primeiro feriado que nós ficamos um longe do outro, ela corre, não tão rápido, por causa das sacolas que ela estar segurando, deve estar pesada. De repente um caminhão de mudanças desce a rua muito rápido, Lisa ainda estava no meio da rua.
“NÃOOOOOOOO, LISAAAAA.” Gritei em desgosto.
O camião mesmo freando atropela Lisa, que acaba morrendo ali na rua, no dia do seu aniversário.
. . . Alguns meses depois . . .
Hoje estou frente ao túmulo de Lisa, deixarei o seu presente, o DVD de um dorama, chamado Koizora, novas rosas vermelhas e uma carta.
 “Sei que você não vai poder ouvir isso, mas era tudo que eu queria te falar naquela tarde.” Falei para o túmulo na esperança de que ela ouvisse ou não, sei lá, só sei que lendo essa carta eu me senti um pouco aliviado.
“Lisa, me desculpa por tudo que eu te causei essa semana, eu só estava tentando terminar tudo, para poder ficar mais tempo com você, pois minhas preocupações não são nada, quando estou ao seu lado. Sempre que nós sentamos para almoçar e sorrimos juntos, brincando com o jeito de comes um do outro, eu me sinto a pessoa mais feliz, desejada e amada desse mundo. Por isso nunca quero te deixar triste e aborrecida novamente, quero que você se sinta amada e desejada como eu me sinto. Por isso a partir de hoje, vou colocar você sempre em primeiro plano, pois você é e sempre vai será a minha boneca de porcelana, te amo muito muito.”
Termine de ler e me ajoelhei em frente ao seu túmulo, tentando imaginar sua reação, o abraço que ela iria me dar e o pedido de desculpas, que iria ser aceito pelo seu coração.
 “Ainda tento entender por que tudo aquilo aconteceu.”
Me pego voltando ao passado e relembrando a visão do caminhão a atropelando, aquelas imagens me trazem tantas dores e desgosto, eu não tive uma chance, uma chance ser quer.
“Vocês não sabem o quanto foi difícil para mim, passar esse ano sem você, sem sentir o calor dos seus abraços. Eu daria tudo para te ter de novo meu bem, eu daria tudo para poder passar mais um recreio ao teu lado. Pois hoje em dia eu não me senti bem, nem mal, apenas estou, respirando.”
Neste momento me derramo em lagrimas, imaginando todos os momentos bons e ruins que passei ao lado de uma garota que para muitos não era perfeita, mas que para mim valia mais do ouro e prata.
Começa a chover, olho para cima e lembro que lá em cima existe um cara que é a nossa imagem e semelhança, lembro que Lisa sempre falava dele para mim, e que um dia ele iria nos levar para morar com ele, para um lugar que não tem dor, nem pranto, nem morte, mas por que ele a levou tão cedo? Não poderia esperar um pouco, eu sei que ela era perfeita, mas, por que pessoas que nos faz tão bem saem de nossas vidas assim? Por que?
A chuva aumenta minhas lagrimas se misturam com as gotas de água da chova, como se o céu também chorasse por tudo aquilo. Me levanto e olhando para o túmulo de Lisa, falo.
“Adeus meu bem.”

Depois dessas últimas palavras. Deixo aquele lugar.